Apresentação


A ACADEMIA PORTUGUESA DA HISTÓRIA, instituição científica estatal, criada pelo Decreto-Lei n° 26611,de 19 de Maio de 1936 é a legítima herdeira da mais antiga Academia nacional – a ACADEMIA REAL PORTUGUESA DA HISTÓRIA – fundada por D. João V, conforme decreto de 8 de Dezembro de 1720. Durante dezenas de anos esta instituição desenvolveu uma actividade cultural de grande relevo, como se pode verificar nas magníficas edições então produzidas. Contudo, por circunstâncias ainda pouco conhecidas, começou a Academia Real a desagregar-se na segunda metade do mesmo século, acabando por desaparecer, sem nunca ter sido extinta.
Retomado o gosto pelo serviço da História, a Academia iria reaparecer a partir de 9 de Janeiro de 1938, data da primeira reunião do Conselho Académico.
Por força dos respectivos Estatutos, tem a Academia Portuguesa da História os seguintes fins:

a)   Realizar a investigação científica da história e tornar públicos os seus resultados;

b)   Estimular e coordenar esforços tendentes ao rigoroso conhecimento da história nacional, no sentido de esclarecer a contribuição portuguesa para o progresso da Cultura e da Civilização;

c)   Promover a publicação sistemática de fontes documentais que interessem à História portuguesa;

d)   Publicar, em língua portuguesa ou em línguas estrangeiras, obras que contribuam para o conhecimento dos factos relacionados com a presença civilizadora de Portugal no Mundo;

e)   Procurar servir de orientadora dos estudos históricos nacionais;

f)   Cooperar em tudo o que respeita à inventariação e defesa do património histórico e documental da Nação, emitindo parecer sobre esta matéria sempre que lhe seja solicitado.

Hoje, poderá definir-se ainda como uma «agremiação de especialistas que se dedicam à reconstituição documental e crítica do passado», sendo igualmente o órgão acute;ria da sua competência» (art°. 3 dos respectivos estatutos).
Tem a seguinte constituição:

               - 30 académicos de número de nacionalidade portuguesa;
               - 10 académicos de número de nacionalidade brasileira;
               - 80 académicos correspondentes de nacionalidade portuguesa;
               - 20 académicos correspondentes de nacionalidade brasileira;
               - 10 académicos correspondentes de outros países de expressão portuguesa;
               - 80 académicos correspondentes de outros países estrangeiros.

Neste conjunto se inserem especialistas em várias áreas do saber, mas cuja obra constitua um contributo decisivo para a “História de Portugal”, nos mais diversos âmbitos (linguista, militar, religiosa, regional e local, etc.). Por isso, entre os Académicos se contam reputados investigadores e especialistas de áreas diversas, quer de obra já consagrada, quer jovens-promessa que possam assegurar a Academia de amanhã. Numa aliança entre o saber e a experiência nasce a síntese criativa que a Academia Portuguesa da História se orgulha de assegurar. A sua acção concretiza-se em actividades diversas, sempre abertas ao público:

          - Sessões semanais, nas quais os Académicos comunicam aspectos da respectiva investigação;

          - Sessões extraordinárias em que celebram efemérides notáveis, cujo tema é objecto de estudo e comunicação;

          - Sessões extraordinárias fora da Academia, privilegiando a História Local;

          - Jornadas de trabalho, sempre que o tempo histórico vivido o sugere;

          - Publicações diversas, quer das Actas dos encontros, quer resultado da investigação dos Académicos.

Pode afirmar-se que a Academia Portuguesa da História vive actualmente um período de renovação, quer pela inclusão de número significativo de membros jovens, quer pelo impulso dinâmico que nela se sente e que a coloca no lugar cimeiro da investigação Histórica.
Acresce a aposta na divulgação – edições de leitura e preço acessível que, com rigor científico, possam oferecer ao público em geral um maior e melhor conhecimento da sua multissecular acção dos portugueses.


A Presidente,
Prof. Doutora Manuela Mendonça